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11/03/2013 - 09h24 - Atualizado em 03/11/2013 - 09h34
Pedagogia
Profissional é preparado para saber ensinar. Apesar dos salários baixos, mercado vai além do trabalho nas escolas.
Iescamp
 

O pedagogo deixou de ser apenas aquele profissional de educação que atua dentro das escolas. Apesar de haver um desprestígio da carreira, do salário não ser atrativo e de cair o número de candidatos que buscam cursos superiores nesta área, especialistas garantem que o mercado de trabalho está cada vez mais amplo.

Guia de Carreiras Pedagogia (Foto: Editoria de Arte/G1)Guia de Carreiras Pedagogia (Foto: Editoria de Arte/G1)

Quem se forma em pedagogia está habilitado a atuar dentro das escolas. Esta atuação pode envolver a educação infantil, que corresponde a creches e pré-escola, o magistério nas séries iniciais do ensino fundamental, que seria do primeiro ao quinto ano, podendo ensinar matérias pedagógicas em cursos normais e na área de gestão do colégio, coordenação e orientação pedagógica. Nos espaços não-escolares, os profissionais também saem habilitados a trabalhar em ONGs, museus, brinquedotecas, bibliotecas, mídias educativas, pesquisa, produção de material pedagógico, políticas educacionais e qualquer espaço que tenha algum tipo de educação envolvida.

A professora e coordenadora do curso de pedagogia da PUC Rio, Zena Eisenberg, destaca ainda outros campos de atuação. "A gama de oportunidades é muito vasta, mas a educação à distância é uma área que está crescendo e requisitando muito a presença de pedagogos. Muitos de nossos ex-alunos também conseguiram oportunidades fazendo consultorias, na elaboração de projetos e no setor de RH."

Zena Eisenberg explica que essa procura das empresas por pedagogos que possam fazer o treinamento do pessoal, é uma saída para quem quer trabalhar com educação sem se restringir à escola. "Vários alunos entram aqui e não tem interesse nenhum em trabalhar na escola. O salário do professor é muito baixo ainda, ele tem sido muito pouco valorizado. Paradoxalmente, cada vez mais as pessoas, as ONGs, as empresas, as TVs estão se dando conta da necessidade de uma pessoa que entenda de didática, de educação, de como transmitir conhecimento. E é o pedagogo quem sabe fazer isso. Como essa perspectiva salarial é melhor, os estudantes têm sido atraídos para esses outros espaços."


As habilidades e competências que um pedagogo tem que ter quando ele sai do curso estão relacionadas a lidar com o outro de uma forma educacional. "Se vai trabalhar com criança pequena ou com jovens e adultos, tem que saber quem é essa criança, como ela aprende, ter metodologias a mão, entender porque ela ainda não está alfabetizada, ter embasamento teórico muito grande para poder entender essa interação e as dificuldades que se apresentam durante essa interação.", explica Zena.
São necessários quatro anos de graduação para a formação em pedagogia. A formação completa e preparação pedagógica do profissional se dá através de quatro metodologias: ciências sociais, matémática, língua portuguesa e ciências naturais. A partir daí, os alunos passam quatro semestres completos dentro da escola, fazendo estágios para poder se habilitar a trabalhar com essas quatro áreas. O objetivo do curso é preparar a pessoa para que ela trabalhe de forma educativa, com os materiais e com as pessoas.

Sala de aula (Foto: Reprodução/RPCTV)Sala de aula (Foto: Reprodução/RPCTV)

Desafios da carreira
Zena Eisenberg reforça que o maior desafio para formar bons professores no país, é aliar a teoria e prática. "Historicamente, os cursos de formação de professores no nível normal, no ensino médio, enfatizaram muito a técnica, a metodologia e acabaram encaixotando certas didáticas, que tornaram-se muito automáticas", afirma.

"O que eu faço se uma criança chora, se bate, se ela não acompanha, se faz muito barulho, se atrapalha, são várias as questões do mundo real da sala de aula principalmente que não são contempladas quando você está pensando e enfatizando a teoria no curso."

Segundo ela, o baixo salário que não permite a sobrevivência independente também acaba afastando as pessoas desses cursos. Por isso, a questão de ir para a escola pública ou particular é uma questão que divide os estudantes. A escola pública tem a vantagem de ser uma função estável por depender de um concurso público, já a escola particular paga bem melhor.

O piso nacional da educação para professores com nível médio é de R$ 1.451 para 40 horas semanais. Mas a média salarial de quem se forma em pedagogia varia de estado para estado e município para município. Se o profissional tem um mestrado no currículo, o valor pode aumentar até 20%.

No Brasil, o pedagogo pode atuar apenas com a graduação, mas a busca de especializações, cursos livres, pós-graduação podem ajudar a focar ainda mais na área de escolha, além valorizar a formação.

 

Fonte:G1
 

 
 
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